O curioso disto era que, mesmo com toda a desenvoltura e carisma apresentados pela palestrante, mesmo com todos os sorrisos dos outros ouvintes (hoje, se sabe que através de nossos neurônios espelho, acabamos por acompanhar ações feitas a nossa frente), nada o fazia sair de sua postura séria e, por vezes, contrária a tais comportamentos.
Assim, não tive outra alternativa a não ser escrever algumas linhas de poesia... sem se preocupar com normas ou métricas... apenas com fatos...
Repasso aos que assim permitirem:
Distimia da alma (por Jb Corrêa)
"Era uma vez um professor que não sorria
Por mais que se fizesse palhaçada
Por mais que não se fizesse nada
Simplesmente ele não sorria
Isso me deixava deveras preocupado(a)
Já que, para ser professor, me disseram um dia
Que apesar dos dissabores, a alegria não podia
Deixar de estar presente nesta jornada
Ora, tinha pena dele, de como ele vivia,
Afinal de contas, este não lidava com máquinas programadas,
Mas, com pessoas que buscavam, quem sabe,
Serem um pouquinho mais amadas
E como serem amadas? Se ali não havia
O mínimo de sentimento,
ou quiça, uma abertura velada,
Que nos desse a impressão,
provavelmente errada,
De que aquilo não era
o tal do “desencantamento”
As más línguas diriam de um lado
“por certo não deve ser casado”
Ou “este é um pobre coitado”
Mas, pra mim nada disso é justificado
Sem ser leviano em demasia
Sobre o assunto tenho uma teoria
Se trata de Distimia da alma
Pessoa certa na profissao errada
Indícios de uma vida vazia
Fruto de escolhas equivocadas
Mas, aí vai uma boa sacada
E isso pode ser apenas uma questão de dias
Ainda há tempo de mudar de estrada
Hora de rever suas idiossincrasias
Ademais, é preciso que se entenda neste instante,
Que o sorriso faz parte do nosso labor
Como a talhadeira para o escultor
Assim, almejamos moldar o “ser pensante”
Que então poderá encantar outros seres
por onde ele for..."
João Batista F. Corrêa
Quem sabe não sorria por dentro...ou, veja o seu, e se satisfaça, nos risos alheios.
ResponderExcluirMuito bom texto J.B., de parabéns!
Inté mais.